A enfermeira acusada de recusar-se a atender uma gestante junto ao esposo em um posto de saúde de Ilhéus, se pronunciou. O caso aconteceu no último dia 14 no Posto de Saúde Herval Soledade, no bairro do Pontal, e acabou parando na delegacia.
Na ocasião, uma gestante registrou BO contra a profissional de saúde plantonista, acusando-a de ter se recusado a atendê-la na presença do esposo. A grávida acusa a profissional de ter infringido a Lei Federal 11.108/05, conhecida como “Lei do acompanhante”, que assegura o direito que o pai tem em acompanhar a gestante nas consultas pré-natal, e em todo o processo de parto, pós-parto ou abortamento.
A enfermeira, cuja identidade manteremos em sigilo, afirmou que em hipótese alguma se recusou a atender a grávida, e ressalta que inclusive tem o início do atendimento registrado em prontuário, até o momento em que, segundo ela, o esposo “começou a criar tumulto”.
“Sou enfermeira há 20 anos, concursada e responsável, nunca fugi das minhas responsabilidades. Este cidadão passou por vários postos da cidade criando problemas, e comigo não foi diferente”, afirmou.
A profissional assegura que está coberta e respaldada legalmente por um protocolo municipal, e que não errou em momento nenhum.
Ela faz questão de esclarecer que estar vacinado contra a Covid-19 não habilita ninguém a passar por cima dos protocolos, e entrar na sala para acompanhar a gestante. A não ser, ressalta, em casos de pacientes especiais (PNE), o que afirma não ter sido o caso.
“O direito que os pais têm em entrar nos ambulatórios era antes da pandemia. Agora não. Ele não quis respeitar. Me atacou. Fui ameaçada, intimidada e obrigada a chamar a polícia para não acontecer algo pior. Ele cometeu um crime, e vai pagar”, desabafa.
Fui a vítima dessa história, e não a vilã, finaliza a enfermeira.
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