Rosa Weber demorou para fazer julgamento que tinha como parte um homem de 80 anos

A ministra Rosa Weber , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), recebeu críticas da advogada de um homem de 80 anos que morreu durante a fase de julgamento do qual ele era uma parte interessada. Em uma carta enviada ao STF endereçada à ministra, a defesa critica o “desprezo” por “fazer o processo dormir por onze anos”. 

“É com lástima que viemos aos autos juntar a cópia de atestado de óbito de Celmar Lopes Falcão, e dar-lhe os parabéns. Parabéns, Ministra, pela demora!”, diz a carta.

O homem morava na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul , e morreu no último dia 16 do mês passado.

No comunicado, a advogada Lílian Velleda Soares ainda diz que as “pompas fúnebres foram singelas, sem as lagostas e os vinhos finos que os nossos impostos suportam”.

De acordo com Lílian, o homem era parte de um processo que tramitava na 2ª Vara Federal de Rio Grande (MS). Em 2001, esse processo foi alvo de embargos de declaração. O objeto da ação era o reajuste de 28,86% do benefício do INSS do qual a parte tinha direito.

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